A Figueira da Foz é uma cidade portuguesa da Região das Beiras no CentroNUTS 2013 : as novas unidades territoriais para fins estatísticos do país, e do distrito de Coimbra. Está inserida atualmente na Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.

É sede do Município da Figueira da Foz que tem uma área total de 379,05 km2,Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 (ficheiro Excel zipado) 58 982 habitantes em 2021 e uma densidade populacional de 156 habitantes por km2, subdividido em 18 freguesias.Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I. O município é limitado a norte pelo município de Cantanhede, a leste por Montemor-o-Velho e Soure, a sul por Pombal e a oeste pelo Oceano Atlântico.

Foi conhecida como "Rainha das Praias de Portugal". Recentemente, o Cabo Mondego, no promontório conhecido como Serra da Boa Viagem, nos arredores da Figueira da Foz, foi declarado Monumento Natural Nacional.

O atual presidente da câmara, que substituiu Carlos Monteiro (eleito em 2021), é Pedro Santana Lopes (Ind.).

Enquadramento geral esquerda|miniaturadaimagem|Vista aérea da Figueira da Foz, em 2022. A Figueira da Foz fica, portanto, situada no litoral atlântico, junto à foz do rio Mondego e estendendo-se até ao Cabo Mondego, candidato a Património Mundial por ser um lugar exemplar do jurássico de rara visibilidade. É um dos centros turísticos mais importantes de Portugal, com o Casino mais antigo de toda a Península Ibérica e único na região Centro, o Casino Figueira, uma praça de touros, um enorme areal (a praia urbana mais larga da Europa) com equipamentos lúdicos e desportivos e uma animada vida noturna. A cerca de dez quilómetros da cidade, já no limite do município e próximo de Montemor-o-Velho localiza-se o Sítio Classificado dos Montes de Santa Olaia e Ferrestelo com a estação de escavação mais importante do trabalho do arqueólogo figueirense António dos Santos Rocha. Encontrou monumentos e objetos da Idade do Ferro. No monte encontra-se ainda a capela de Santa Eulália com vista deslumbrante sobre os arrozais do Mondego aos seus pés.

A maior parte dos veraneantes vêm de Coimbra, Beiras e de Espanha (Estremadura, Leão e Castela e da Comunidade de Madrid), sendo que alguns destes têm a Figueira da Foz como a sua segunda residência.

Nos últimos 20 anos houve um aumento de alojamentos familiares clássicos, tendo o censos de 2011 registado 43 999, em 25 204 edifícios de habitação familiar clássica. Cerca de 28,1% dos edifícios apresentam necessidades de reparação.http://www.cm-figfoz.pt/index.php/estatistica-do-concelho

A população activa reparte-se entre as várias actividades económicas da região, com destaque para a pesca, indústria vidreira, actividades ligadas ao turismo, construção naval, produção de celulose, indústria de sal, indústria química e a agricultura (produção de arroz em destaque).

O território concelhio é atravessado a meio pelo Rio Mondego e da sua rede hidrográfica fazem parte várias ribeiras e cinco lagoas (Salgueira, Vela, Braças, Corvos e Leirosa). A regularização das margens do rio provocou sérias transformações na prática agrícola.

Freguesias thumb|left|Freguesias do município da Figueira da Foz O município da Figueira da Foz está dividido em 14 freguesias (assinalam-se com asterisco as que integram a malha urbana da cidade): Alhadas Alqueidão Bom Sucesso Buarcos e São Julião (*) Ferreira-a-Nova Lavos Maiorca Marinha das Ondas Moinhos da Gândara Paião Quiaios São Pedro Tavarede (*) Vila Verde

História Lugar de ocupação humana muito antiga, fez parte do reino suevo, e mais tarde viria a ser conquistada aos mouros aquando a conquista de Coimbra por Fernando Magno em 1064, integrando o Reino de Leão e consequentemente o Condado Portucalense.

Durante o século XVI, a constante pressão da pirataria sobre a região levaria a construção do Forte de Santa Catarina, forte esse que viria a ser ocupado por forças napoleónicas durante a Primeira invasão francesa, entre 1807 e 1808.

A Figueira da Foz conheceu um grande crescimento no devido ao movimento do porto e ao desenvolvimento da indústria de construção naval, iniciando-se a partir do século XVIII, com o seu maior período de progresso no final do Século XIX.Dias, J. A. & Freitas, J. G. (2014). p.18

Foi elevada à categoria de vila em 1771 pelo Rei D. José. Continuou a crescer ao longo do século XIX devido à abertura de novas vias de comunicação e à afluência de veraneantes. Em 20 de Setembro de 1882, foi elevada à categoria de cidade.

Nos finais do século XIX e início do século XX construiu-se o chamado Bairro Novo, de malha regular, onde se instalaram os hotéis, o casino, restaurantes, bares nocturnos e alguma actividade comercial. Outro local onde a actividade comercial é evidente é na Rua da República, que liga a zona de entrada da cidade (via Estação dos caminhos-de-ferro) à zona mais central da cidade. Nos últimos tempos foram construídos supermercados e hipermercados na zona mais periférica da cidade. Devido às condições naturais e ao equipamento turístico, a Figueira da Foz impôs-se como estância balnear não apenas para a zona centro de Portugal, mas também para famílias abastadas alentejanas e espanholas. A Figueira da Foz é conhecida como a "Rainha das Praias de Portugal".

Foi a sul desta localidade que, no início do século XIX, desembarcaram as tropas inglesas comandadas por aquele que mais tarde seria Duque de Wellington que vieram ajudar Portugal na luta contra as Invasões Francesas. A 8 de maio de 1834 dá-se o desembarque em Buarcos das tropas constitucionais, no âmbito das Guerras Liberais. No final deste mesmo século, a Figueira da Foz era um dos principais portos portugueses envolvidos na pesca do bacalhau na Terra Nova.SILVA, A. J. M. (2015), The fable of the cod and the promised sea. About portuguese traditions of bacalhau, in BARATA, F. T- and ROCHA, J. M. (eds.), Heritages and Memories from the Sea, Proceedings of the 1st International Conference of the UNESCO Chair in Intangible Heritage and Traditional Know-How: Linking Heritage, 14-16 January 2015. University of Evora, Évora, pp. 130-143. PDF version

O Casino da Figueira da Foz foi inaugurado em 1884, sendo assim o casino mais antigo da Península Ibérica.

A Câmara Municipal da Figueira da Foz foi feita Comendadora da Ordem de Benemerência a 30 de Janeiro de 1928 e Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública a 31 de Dezembro de 1932.

Em 1982, ano em que se comemorou o Primeiro Centenário da Elevação a Cidade da Figueira da Foz, foi inaugurada a Ponte Edgar Cardoso, que veio substituir a ponte antiga (que não permitia que embarcações passassem sob si). Foi, recentemente, alvo de profundas obras de remodelação. A 6 de Julho desse ano a Cidade da Figueira da Foz foi feita Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique e a 31 de Janeiro de 1986 a Câmara Municipal da Figueira da Foz foi feita 80.ª Sócia Honorária do Ginásio Clube Figueirense.http://www.ginasiofigueirense.com/media/socios_honorarios2.pdf

A Torre do Relógio (situada em frente à Esplanada Silva Guimarães é, igualmente, uma das referências da cidade, bem como o Forte de Santa Catarina. Situa-se também nesta cidade o Palácio Sotto-Mayor, que marca história numa zona mais central da Figueira da Foz. O Parque das Abadias é um dos "pulmões" da cidade e um local de lazer, onde se realizam algumas provas de corta-mato e várias iniciativas com vista a proporcionar momentos agradáveis aos cidadãos do município. Este Parque atravessa a cidade ao meio, indo desde a zona norte da cidade até ao Jardim Municipal, que sofreu, recentemente, intervenções de remodelação.

O Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz teve a sua primeira edição em 1972, tendo sido realizado pela última vez em 2002.

Etimologia Lendária No âmbito do folclore local, persiste a interpretação etimológica conhecida como "Fagaria Fouces", que propõe uma origem tripartida para o topónimo Figueira da Foz. Esta explicação popular associa "Fagaria" a "abertura", "Fouces" ao latim fauces (embocadura) e "Mondego" a radicais pré-romanos relacionados com "boca", resultando na expressão "boca do rio".

Esta lenda fundacional, embora carecendo de comprovação linguística académica, foi desenvolvida na obra de ficção Fagaria Fouces de Joel Perpétuo, que constrói uma narrativa fantástica sobre a fundação lendária da cidade durante o período romano, incorporando elementos de mitologia lusitana e uma trama de amor que daria origem ao povoado. A mesma lenda é também referenciada noutras obras do autor, como Rota do Passado, integrando-se assim no imaginário literário contemporâneo sobre as origens da Figueira da Foz.

Evolução da População do Município

Número de habitantes 1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021 32 953 35 071 39 857 43 032 46 044 44 775 49 590 52 792 56 862 57 631 53 099 58 559 61 555 62 601 62 125 58 951 (Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.)

De acordo com os dados do INE o distrito de Coimbra registou em 2021 um decréscimo populacional na ordem dos 5;0% relativamente aos resultados do censo de 2011. No concelho da Figueira da Foz esse decréscimo rondou os 5,1%.

Número de habitantes por Grupo Etário 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021 0-14 Anos 14 069 14 874 13 439 14 714 14 832 14 568 15 028 13 080 13 507 11 021 8 494 8 065 6 59015-24 Anos 7 807 8 509 8 579 9 384 9 730 10 340 8 864 8 155 9 160 9 254 8 273 5 856 5 61925-64 Anos 18 020 18 888 19 390 22 251 24 466 26 838 28 490 26 495 28 433 31 760 33 619 34 035 30 071= ou > 65 Anos 2 592 2 877 2 863 3 471 3 946 4 429 5 249 5 795 7 459 9 520 12 215 14 169 16 671 (Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no município à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

Política Eleições autárquicas +Data%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%VParticipaçãoPSPPD/PSDFEPU/ APU/CDUCDS-PPGDUPADPCTP/ MRPPPSD–CDSUDP/BEPPMPRDPSNGCEPLDMPTCHBE-L-PAN197643,99419,95115,11111,0112,77 -197943,043AD15,271AD35,3131,58 -1,00 -AD198249,92414,24126,2023,95 -198537,54327,85211,5514,49 -0,46 -13,741198947,01535,4845,82 -4,73 -1,86 -199345,45535,0846,25 -2,61 -1,05 -5,11 -199730,51359,8864,29 -1,41 -0,54 -200133,62351,6867,40 -3,42 -200533,14447,9358,15 -1,68 -3,04 -200937,78429,4235,09 -1,83 -2,68 -18,3920,61 -201346,355AD7,80 -AD31,7741,10 -3,15 -ADAD201750,06628,4736,51 -1,80 -4,34 -CDS2,48 -202138,39410,8312,68 -1,16 -2,05 -40,394202519,472CDS-PP3,32 -PPD/PSD58,856BE-L-PAN9,9513,23 -

Eleições legislativas +Data%PSPSDPCPCDSUDPADAPU/ CDUFRSPRDPSNBEPANPSDCDSLCHIL197650,3417,3211,258,780,92197940,04ADAPUAD1,3835,0015,521980FRS0,8435,8814,2540,84198350,9618,508,960,7314,77198526,5721,466,530,9512,1426,46198729,1244,81CDU4,050,648,936,06199135,1646,963,145,980,712,35199551,1430,197,810,566,210,27199946,6136,075,216,551,71200241,7138,487,285,642,91200542,3834,064,265,917,75200936,8527,569,566,0912,61201127,6537,3511,077,226,181,75201534,09CDSPSD8,0711,941,3533,330,59201938,7622,802,846,2012,773,000,990,980,75202245,1726,641,163,805,421,521,057,343,61202431,26ADAD27,673,245,371,852,9118,693,88202525,77CDSPSD2,642,211,5731,274,0222,484,31

Património

Dólmen das Carniçosas Torre de Redondos (restos) ou Castelo de Redondos Fortaleza de Buarcos Fortim dos Palheiros Pelourinho de Buarcos Pelourinho de Redondos Farol do Cabo Mondego Paço de Maiorca ou Paço dos Viscondes de Maiorca Capela de Nossa Senhora de Seiça Mosteiro de Santa Maria de Seiça Pelourinho da Figueira da Foz Hotel Mercure Forte de Santa Catarina Torre do Relógio (Figueira da Foz) Palácio Sotto-Mayor (Figueira da foz)