Muse é uma banda britânica de rock de Teignmouth, Devon, formada em 1994. Seus membros são: Matthew Bellamy (vocal, guitarra e piano), Christopher Wolstenholme (baixo, voz secundária e teclado) e Dominic Howard (bateria e percussão).

O estilo de Muse é um misto de vários gêneros musicais, incluindo rock alternativo, música clássica e eletrônica. O grupo tornou-se, em 16 e 17 de junho de 2007, a primeira banda a lotar o recém-reformado Estádio de Wembley em Londres.

A discografia da banda abrange nove álbuns de estúdio: Showbiz, lançado em 1999, seguido de Origin of Symmetry em 2001 e Absolution em 2003. O álbum de maior sucesso foi Black Holes & Revelations (2006) que garantiu ao grupo uma nomeação para os Mercury Prize e o terceiro lugar na lista de "Álbuns do Ano" da NME para 2006. A banda lançou seu quinto álbum em setembro de 2009, intitulado The Resistance. Um sexto disco, chamado The 2nd Law, foi lançado em outubro de 2012. O sétimo, Drones, foi liberado em junho de 2015, e o oitavo, Simulation Theory, foi lançado três anos depois. O nono álbum, Will of the People, foi lançado em 2022.

Muse conquistou vários prêmios ao longo da sua carreira, incluindo cinco MTV Europe Music Awards, cinco Q Awards, nove NME Awards, dois Brit awards, quatro Kerrang! Awards e um American Music Awards. Foi nomeado para seis prêmios Grammy, ganhando dois na categoria de "Melhor Álbum de Rock" pelos discos The Resistance e Drones.

Até meados de 2022, Muse já tinha vendido mais de 30 milhões de discos pelo mundo.

História Formação e começo da carreira (1992–1997) Os membros do Muse tocaram em bandas diferentes durante os anos que estudaram na Teignmouth Community College e no Coombeshead College no começo dos anos 90. A formação da banda começou de fato quando Bellamy se deu bem em um teste para guitarrista na banda de Dominic Howard. Então eles perguntaram a Chris Wolstenholme, que tocava bateria na época, se ele poderia aprender a tocar baixo e então se juntar a banda. Wolstenholme aceitou e começou a aprender o instrumento.Peter Buckley The rough guide to rock Rough Guides, 2003International who's who in popular music, Volume 4 p.37. Routledge, 2002

Em 1994, a banda se chamava Rocket Baby Dolls e então foram participar de uma competição de bandas e eles venceram, destruindo seus instrumentos no processo. "Deveria ter sido um protesto, uma aclamação," Bellamy lembrou, "então nós acabamos vencendo, o que foi um choque. Um grande choque. Depois disso, nós começamos a nos levar a sério." Logo após o termino da competição, os três decidiram não entrar para a universidade, largar os empregos e se mudar para Teignmouth. O nome "Muse" foi inspirado pelo professor de arte de Matt Bellamy. O professor Samuel Theoun mencionou a palavra "Muses". Matt então procurou a palavra no dicionário e decidiu abreviar para "Muse". A banda gostou da ideia de ter um nome pequeno porque este poderia aparecer maior nos cartazes.

EPs e Showbiz (1998–2000)

Depois de alguns anos montando uma base de fãs leais em sua região, o Muse passou a tocar em Londres e em Manchester. A banda se reuniu então com o produtor musical Dennis Smith, dono da Sawmills Studio, situada em Cornwall. thumb|200|O logotipo do Muse, usado pela banda desde 1998. A reunião acabou com o acerto para a gravação e lançamento do primeiro EP do grupo que foi gravado na casa-gravadora Dangerous, e a capa do EP foi desenhada por Howard. O segundo EP, intitulado Muscle Museum EP, alcançou a posição n° 3 na indie singles chart e atraiu atenção da rádio britânica de Steve Lamacq assim como a da conceituada revista de música inglesa NME, onde ganharam uma publicação. Dennis Smith apresentou a banda para Safta Jaffery, fundador das empresas SJP/Dodgy Productions, que tinha acabado de fundar uma gravadora chamada Taste Media. Muse decidiu assinar um contrato com Smith e Jaffery que produziu seus primeiros três álbuns, Showbiz, Origin of Symmetry e Absolution, com a Taste Media.

Apesar do sucesso do seu segundo EP, as gravadoras britânicas tinham certa relutância em assinar com o Muse. Então a banda viajou para Nova York, para o CMJ Festival e uma gravadora decidiu leva-los a Los Angeles para uma apresentação. O grupo então começou a fazer uma série de apresentações pelos Estados Unidos durante aquele ano. Foi durante essas viagens, em 24 de dezembro de 1998, que o Muse assinou com a Maverick Records. Logo após o grupo voltar da America, a Taste Media fez o Muse assinar vários acordos com diversas gravadoras pela Europa e até na Austrália, permitindo a eles que controlassem sua carreira em diversos países.Billboard 28 Aug 1999. Acessado em 20 de novembro de 2010.</ref>

O produtor musical John Leckie foi chamado para produzir o primeiro álbum de estúdio da banda, intitulado Showbiz, em 1999. O álbum mostrou uma faceta mais leve da banda e as letras retratavam a dificuldade deles enquanto tentavam se encontrar nos tempos em Teignmouth. Logo após o lançamento do álbum, a banda saiu em turnê pelos Estados Unidos acompanhada pelo Red Hot Chili Peppers e pelo Foo Fighters. Durante os anos de 1999 e 2000, o Muse tocou em todos os grandes festivais pela Europa e na Austrália.

Origin of Symmetry e Hullabaloo (2001–2002)

Durante a produção do seu segundo álbum de estúdio, Origin of Symmetry, a banda decidiu tentar adicionar alguns instrumentos novos como Órgão, um Mellotron e um novo kit de bateria. A voz de Bellamy começou a soar mais alto, além de mais solos e arpejos na guitarra e introduções com o piano. Bellamy citou Jimi Hendrix e Tom Morello (de Rage Against the Machine & Audioslave), como sua maior influência nos elaborados solos e riffs de Origin of Symmetry e também as constantes trocas de guitarra de Bellamy para atingir diferentes efeitos nos solos. O álbum também mostra um cover com novos arranjos da música de Anthony Newley e Leslie Bricusse, chamada "Feeling Good". esquerda|250px|miniaturadaimagem|Muse se apresentando no Roskilde Festival de 2000. Em 2003, o Muse decidiu processar a Nestlé e venceu quando eles usaram a música "Hyper Music/Feeling Good" no comercial do Nescafé sem a permissão da banda, e eles doaram os £500,000 euros que receberam para a Oxfam.

Celine Dion também sofreu ameaça de uma ação legal em 2002 quando tentou usar o nome "Muse" para o seu show em Las Vegas, apesar da banda deter os direitos deste nome internacionalmente. Ela ofereceu US$50,000 para obter os direitos mas o Muse rejeitou e depois Bellamy teria dito: "nós não queremos aparecer lá e as pessoas pensarem que somos o backing da Celine Dion". Então Dion foi forçada a desistir.Origin of Symmetry foi bem recebido pelos críticos. Dean Carlson, da Allmusic comentou que "...se você quer soar como o Radiohead quando até mesmo Thom Yorke não quer soar como Radiohead, você pode levar isso a um nível absurdo, bombastico e exagerado". A NME deu ao álbum 9/10 com Roger Morton escrevendo, "é incrivel que uma banda tão jovem consiga carregar toda essa herança que incluem as visões obscuras de Kurt Cobain e Kafka, Mahler e The Tiger Lillies, David Cronenberg e Arnold Schoenberg e fazer um álbum sexy e popular. Mas o Muse conseguiu faze-lo".

A gravadora Maverick ficou preocupada com o som da voz de Bellamy neste álbum e pediu para que o Muse mudasse algumas músicas antes do lançamento do disco nos Estados Unidos. Mas eles se recusaram e acabaram deixando a Maverick, e com isso o estúdio decidiu não lançar Origin of Symmetry em solo americano. O álbum só seria liberado naquele país em 2005 depois que o Muse fechou com a gravadora Warner.<ref>CMJ New Music Monthly 2003. Acessado em 20 de novembro de 2010.

O Muse lançou um DVD ao vivo, intitulado Hullabaloo, contendo montagens ao vivo da banda se divertindo e se apresentando no Le Zenith em Paris em 2001 e um documentário sobre a banda em turnê. Então um álbum duplo, intitulado Hullabaloo Soundtrack, foi lançado ao mesmo tempo, contendo uma compilação de B-sides e um disco contendo a performance da banda em Le Zenith. Um double-A side single foi lançado contendo novas músicas como "In Your World" e "Dead Star".

Na edição de fevereiro de 2006 da Q Magazine, o Origin of Symmetry levou a posição de n° 74 pelos fãs na lista dos 100 maiores álbuns de todos os tempos.

Absolution (2003–2005)

Em 2003 veio o álbum Absolution, produzido por Rich Costey. O álbum deu à luz singles de enorme sucesso como "Time Is Running Out" e "Hysteria". Muse acabou saindo para uma turnê internacional com shows lotados. Isso durou pelo menos um ano e o eles visitaram vários países como Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá e França. Enquanto isso a banda lançou mais três singles ("Sing for Absolution", "Stockholm Syndrome" e "Butterflies and Hurricanes"). A turnê nos Estados Unidos começou estranha em 2004 quando Bellamy se machucou no palco enquanto se apresentava em Atlanta. Mas a turnê recomeçou depois de alguns dias.

thumb|250px|right|Chris Wolstenholme se apresentando no Lollapalooza em 2007

A banda também tocou no Glastonbury Festival em junho de 2004. Depois do festival, a banda descreveu o concerto como "o melhor show de nossas vidas". Contudo, o pai do baterista Dominic Howard, Bill Howard, que foi ao festival assistir a banda, morreu de ataque cardiaco logo após a apresentação. "Foi o maior sentimento de realização que nós já sentimos depois de descer de um palco", Bellamy disse. "Foi quase surreal que uma hora depois do show ele estivesse morto. Foi inacreditável. Nós passamos semanas para confortar o Dom. Eu acho que ele ficou feliz que pelo menos o seu pai conseguiu ver o filho no melhor momento da banda".

Muse então continuou com a turnê. A turnê acabou nos Estados Unidos e então encerrou no Earls Court Exhibition Centre em Londres, onde eles tocaram um show extra devido a imensa procura por ingressos."London Earls Court Exhibition Centre 2004 - 20th (gig)". Acessado em 10 de junho de 2012.

Eles acabaram ganhando dois MTV Europe awards, incluindo por "Melhor banda Alternativa", e o Q Award por "Melhor performance ao vivo". No final de 2004, a Vitamin Records lançou The String Quartet Tribute para Muse pela The Tallywood Strings, que era um álbum instrumental acústico com músicas do Muse. Muse também recebeu um prêmio de "Melhor performance ao vivo" do BRIT Awards de 2005.Billboard Magazine, 4 de dezembro de 2004.

A banda finalmente terminou a turnê pelo Reino Unido em 2005, e então voltou a visitar os Estados Unidos em abril e em maio. Em 2 de julho de 2005, Muse participou do Live 8 em Paris, onde eles tocaram os singles "Plug In Baby", "Bliss", "Time Is Running Out" e "Hysteria".

Em abril de 2005 foi liberado um DVD biográfico não autorizado e não oficial do Muse, chamado Manic Depression; a banda não foi envolvida ou notificada do documentário e não aprovou a liberação. Outro DVD, desta vez oficial, foi liberado pela banda em 12 de dezembro de 2005, chamado Absolution Tour. O lançamento oficial contém uma re-edição e re-masterezialização com highlights do show no Glastonbury Festival de 2004 além de montagens de fotos inéditas da banda em concerto no London Earls Court, na Wembley Arena e no Wiltern Theatre em Los Angeles. Duas músicas, "Endlessly" e "Thoughts Of A Dying Atheist", foram apresentadas como faixas ocultas no DVD da apresentação na Wembley Arena. A única música de Absolution que não aparece no DVD é a canção "Falling Away With You", que nunca foi tocada ao vivo. O CD foi certificado como disco de ouro nos Estados Unidos, vendendo mais de 500 mil cópias naquele país.

Black Holes and Revelations e HAARP (2006–2008)